Os shopping centers brasileiros enfrentam um novo cenário de consumo, marcado pela redução no número de visitantes. De acordo com a Associação Brasileira de Shopping Centers, houve queda de 6,2% no fluxo mensal entre 2019 e o fim de 2023, o que representa cerca de 5 milhões de frequentadores a menos por mês em comparação ao período pré-pandemia.
A retração impacta diretamente o desempenho das lojas físicas. Um dos exemplos é o setor de eletrônicos, que registrou redução de aproximadamente 25% nas vendas de celulares. A principal explicação para esse movimento é o avanço do comércio digital, que oferece mais praticidade e tem mudado a forma de consumo no país.
Consumidor mais seletivo
Apesar da diminuição no fluxo, o faturamento total das lojas apresentou crescimento. Isso ocorre devido ao aumento do chamado “ticket médio”, indicando que os consumidores que ainda frequentam os shoppings tendem a gastar mais por visita.
Outro fator que reforça essa tendência é a adoção de modelos híbridos de compra, como o “clique e retire”, em que o cliente realiza a compra online e apenas vai ao shopping para retirar o produto. Esse comportamento torna as visitas mais rápidas e objetivas.
Desafio para o setor
Mesmo com a sensação de movimento intenso em datas específicas, como feriados e promoções, os dados consolidados apontam uma queda na frequência ao longo do tempo. O cenário pressiona o setor a buscar novas estratégias para atrair público e se adaptar a um mercado cada vez mais digital.


