A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) lançou uma plataforma digital voltada ao registro de complicações decorrentes de procedimentos estéticos invasivos no Brasil. A iniciativa busca ampliar a segurança dos pacientes e combater a atuação de profissionais não habilitados.
Disponibilizada neste mês, em alusão ao Dia Mundial da Saúde, a ferramenta permite que tanto pacientes quanto médicos relatem ocorrências relacionadas a intervenções estéticas. O objetivo é reunir dados sobre complicações, produtos utilizados e as condições em que os procedimentos foram realizados.
Segundo o presidente da entidade, Carlos Barcaui, a plataforma surge para preencher uma lacuna histórica na coleta e organização dessas informações no país.
Com base nos dados registrados, a SBD pretende identificar padrões, mapear os riscos mais frequentes e orientar ações institucionais. A iniciativa também busca contribuir para a formulação de políticas públicas mais eficazes e reforçar práticas baseadas em evidências científicas.
A plataforma está alinhada ao Conselho Federal de Medicina (CFM), dentro do chamado Pacto pela Medicina Segura, que incentiva a qualificação profissional e a proteção dos pacientes.
Batizada de VigiDerm, a ferramenta reforça o compromisso da entidade com a transparência, a produção de conhecimento e a promoção de uma dermatologia mais segura no Brasil.


