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As empresas estatais que hoje consomem cerca de R$ 20 bilhões anuais dos cofres da União foram divididas em três grupos: as que serão mantidas, as que serão fechadas e as que serão vendidas. A medida faz parte do plano do ministério da Economia que definiu o destino das mais de 130 estatais brasileiras. Segundo envolvidos nos estudos ouvido pelo jornal O Globo, Correios e Eletrobrás fazem parte do último grupo, das empresas que serão vencidas.
A privatização dos Correios, apoiada pelo Governo, deixaria sob o comando de empresas privadas a parte lucrativa da instituição, enquanto a deficitária continuaria sendo paga pelos brasileiros por meio dos impostos, afirmou o presidente da estatal, General Juarez Aparecido de Paula Cunha, durante uma audiência na tarde desta quinta-feira (06) na Câmara dos Deputados. O setor lucrativo da instituição abrange a entrega de encomendas; os serviços postais, por outro lado, são os responsáveis pelo deficit, muito por conta da substituição do envio de cartas por mensagens eletrônicas.
Entre as 161 agências dos Correios previstas para fechar em todo o país, 12 estão na Bahia, de acordo com o Correio. As atividades serão encerradas nas unidades até o dia 5 de julho deste ano. A empresa informou, em nota, que os serviços ofertados vão passar a ser oferecidos nas unidades próximas.
Os Correios anunciaram o fechamento de mais 12 unidades na Bahia, oito delas somente em Salvador, até o dia 5 de julho. A empresa apontou como motivo a “readequação da rede de atendimento e da força de trabalho”. [Confira a lista abaixo] Em todo o Brasil, serão fechadas mais 161 agências. De acordo com os Correios, “o atendimento será absorvido por outros postos próximos, sem prejuízo da continuidade e da oferta de serviços e produtos”. A maioria das unidades que serão desativadas ocupa imóveis alugados e está perto de outras agências.
Os Correios anunciaram que vão fechar mais de 161 agências próprias até o dia 5 de julho em todo o país. A maior parte das agências estão no estado do Rio de Janeiro, sendo 24 só na capital e em seguida vem o estado de São Paulo, com 26 agências.
A proposta de privatização dos Correios deve chegar ao Senado Federal no segundo semestre, segundo aliados do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), ouvidos pela coluna Painel, do jornal Folha de São Paulo.
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) já autorizou que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) entre na lista de privatização, segundo a colunista do G1 e da GloboNews, Cristiana Lôbo. De acordo com a jornalista, na avaliação da equipe presidencial, a empresa está em processo de total transformação e, para a companhia sobreviver, precisa ser mais competitiva e ter menos amarras. Isso, na avaliação de técnicos, poderá ser feito apenas privatizando os Correios.
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) entrou na lista de privatização do governo Bolsonaro. O próprio presidente da República já autorizou a operação.
Hoje (9) e quarta (10), a partir das 9h30, os Correios realizam um leilão que conterá carros, caminhões, motos, elevadores, reboque e mobília. A ação ocorrerá no antigo prédio dos Correios da Pituba, na Avenida Paulo VI, até às 16h30 nos dois dias. Os interessado em participar devem agendar a participação através do telefone (71) 3346-2830/2831.
Os Correios estudam a ampliação dos serviços oferecidos e planejam entrar no mercado de entregas compartilhadas e disputar com empresas de tecnologia como Uber, Rappi e iFood. Segundo a Folha de S. Paulo, o projeto está em elaboração e ainda encoberto pelo sigilo de um termo de confidencialidade, a estatal faria uma parceria societária com o setor privado para criar um serviço de entregas, uma espécie de “Uber das encomendas”.



