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Moraes rejeita questionamentos sobre delação de Cid e mantém validade de colaboração
O ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito sobre os atos golpistas na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), iniciou nesta terça-feira (9) a leitura de seu voto, rejeitando as preliminares apresentadas pelas defesas e reafirmando a validade do acordo de delação premiada do ex-assessor militar Mauro Cid.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete acusados foram tornados réus nesta quarta-feira (26) pelo STF (Supremo Tribunal Federal), após a Primeira Turma da corte concluir, por unanimidade, o julgamento da denúncia sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado no Brasil.
O julgamento que pode transformar o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete nomes em réus por tentativa de golpe de Estado teve início na manhã desta terça-feira (25). A sessão foi aberta pelo presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cristiano Zanin, seguida pela leitura do relatório do ministro Alexandre de Moraes. Antes das defesas, o procurador-geral, Paulo Gonet, apresentou suas considerações finais, defendendo a aceitação da denúncia.
A defesa de Jair Bolsonaro pediu ao STF a anulação da delação do tenente-coronel Mauro Cid, alegando que o acordo de colaboração é viciado por falta de voluntariedade e contém mentiras e contradições.
O advogado Celso Vilardi, que representa o ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou nesta segunda-feira (24) que pedirá a anulação da delação premiada do ex-ajudante de ordens Mauro Cid.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, retirou nesta quarta-feira (19) o sigilo dos depoimentos do tenente-coronel Mauro Cid em sua colaboração premiada com a Polícia Federal. A delação do militar foi peça-chave para o avanço da investigação sobre a suposta trama golpista envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados no fim de 2022.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teria ordenado que militares espionassem o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em dezembro de 2022. A informação veio à tona na delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid à Polícia Federal.
Em delação, Mauro Cid diz que Michelle e Eduardo Bolsonaro faziam parte da ala mais favorável ao golpe
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foram apontados pelo tenente-coronel Mauro Cid como integrantes da “ala mais radical” de um plano golpista, segundo declarações feitas durante seu primeiro depoimento de delação premiada em agosto de 2023. As informações foram divulgadas pelo jornal Folha de S.Paulo.
A delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, prestada à Polícia Federal em agosto de 2023, ganhou repercussão após a íntegra do depoimento ser revelada no sábado (24). No documento, o ex-ajudante de ordens do governo Bolsonaro mencionou integrantes de uma “ala mais radical” do plano golpista que buscava contestar o resultado das eleições de 2022.
Bolsonaristas temem que prisão de Braga Netto desencadeie delação de militares de baixa patente
Bolsonaristas temem a possibilidade de o general Walter Braga Netto firmar um acordo de colaboração com a Polícia Federal (PF) no âmbito do inquérito que investiga a tentativa de um golpe de estado no Brasil, segundo a coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo.
