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Operação Faroeste: Advogado faz delação e revela possível envolvimento de juízes em outros esquemas de vendas de sentenças
O advogado Júlio César Cavalcanti Ferreira, que foi assessor do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), fez uma delação e revelou que juízes investigados na Operação Faroeste, que investiga a venda de sentenças judiciais favorecendo a grilagem de terras no oeste baiano, teriam envolvimento em outros esquemas de vendas de sentenças.
A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou ontem (3) o acordo de delação premiada fechado pelo empresário Eike Batista com a Procuradoria-Geral da República (PGR). A informação foi divulgada pelo portal G1.
Dario Messer, conhecido como o “doleiro dos doleiros”, admitiu pela primeira vez, em interrogatório ontem (12), que era o sócio investidor da mesa do câmbio operada no Uruguai pelos também doleiros Claudio Barboza, chamado de “Tony”, e Vinicius Claret, cujo apelido era “Juca Bala”.
O ex-assessor Fabrício Queiroz negou a seu advogado, Paulo Catta Preta, a informação de ele estaria negociando um acordo de delação premiada com investigadores do caso da rachadinha do antigo gabinete do senador Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Autor da facada em Jair Bolsonaro em setembro do ano passado, ainda durante a campanha eleitoral, Adélio Bispo recusou um acordo de delação premiada oferecido pela Polícia Federal, informa o colunista Guilherme Amado, da Época.
Em relatório conclusivo, a Polícia Federal atribuiu ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), os crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, e caixa dois, em investigações que envolvem a delação da Odebrecht, no âmbito da Operação Lava Jato. Na planilha de propinas da Odebrecht, Maia é identificado como “Botafogo”. Segundo a PF, ele teria recebido R$ 350 mil nas eleições de 2010 e 2014.
A delação do ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda e Casa Civil/Governos Lula e Dilma) aponta uma sucessão de ilícitos e propinas, que chegam a R$ 333,59 milhões, supostamente arrecadadas e repassadas por empresas, bancos e indústrias a políticos e partidos nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.
Moro achava fraca delação de Palocci divulgada às vésperas de eleição, apontam mensagens
Mensagens trocadas a seis dias do primeiro turno da eleição passada por procuradores da Operação Lava Jato sugerem que considerações políticas influenciaram a decisão do então juiz Sergio Moro de divulgar parte da delação do ex-ministro Antonio Palocci.
O ex-ministro Antonio Palocci declarou, em acordo de delação premiada homologado pela Justiça, que alguns dos principais bancos do país fizeram doações eleitorais de até R$ 50 milhões a campanhas do PT em troca de favorecimentos nos governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.
Lava Jato tramou vazamento de delação para interferir na política da Venezuela após sugestão de Moro
Diálogos divulgados na madrugada de hoje (7) pelo site The Intercept Brasil mostram que procuradores da Lava Jato se articularam para vazar informações sigilosas da delação da Odebrecht para a oposição da Venezuela, após sugestão do então juiz Sérgio Moro.
