‘Têm alto valor agregado’, diz fundadora de startup que troca resíduos por benefícios

Foto: reprodução/ arquivo pessoal

É com o intuito de somar ações que preservam o meio ambiente que uma startup de impacto socioambiental estima arrecadar cerca de 20 toneladas por mês de recicláveis em cada ponto de coleta. Em Salvador, a partir deste sábado (5), serão sete containers para entregar resíduos, ganhar pontos e trocar por alimentos e até cursos de qualificação.

A startup de impacto socioambiental “so+ma” está na ativa em Periperi e Paripe, no subúrbio ferroviário, desde 2019 e inaugura outras cinco novas casas de recebimento de materiais recicláveis em Mussurunga, Ribeira, Iguatemi, Stella Maris e Paripe, neste sábado, dia mundial do meio ambiente.

O objetivo é chegar à marca de 12 unidades até agosto deste ano. Nos locais, os participantes podem levar os recicláveis, acumular pontos e trocar por recompensas por meio do cadastro no Programa so+ma vantagens.

A iniciativa, idealizada pela cientista comportamental Claudia Pires, quer estimular a prática da reciclagem, fazendo com que a pessoa reverta seus resíduos em benefícios, como cursos profissionalizantes ou produtos básicos como mantimentos e itens de higiene.

“Você pode se cadastrar antes de ir no container ou na hora mesmo, o cadastramento é gratuito, e a partir desse momento você leva seus resíduos. A gente incentiva as pessoas a levarem por tipo de material: plástico duro, plástico mole, alumínio”, explicou Claudia Pires.

“A gente dá pesos diferentes para cada um dos resíduos para que incentive as pessoas a levarem separados, porque aí quando a cadeia circular, ela fica mais eficiente. Mas se quiser levar misturado, pode levar, a gente vai receber da mesma forma”, explicou.

A iniciativa pretende atingir toda a população soteropolitana, pois cerca de 200 pessoas que moram em bairros onde ainda não há unidades de recebimento em Salvador já possuem cadastro no programa.

“Os resíduos têm um problema que contamina água, ele também tem uma emissão de carbono super importante, então tem várias questões que a gente vai entendendo”, disse Claudia.

“Existem alguns estudiosos e cientistas que afirmam que talvez a próxima crise pandêmica, que a gente pede a Deus que não aconteça, será de doenças que vêm do lixo. Então tem toda uma questão ligada ao meio ambiente”, afirma.

Claudia também contou que existem negociações para a implantação de uma casa so+ma em Camaçari e o aplicativo do programa deve ser lançado em junho. (Fonte: G1)