Três baianas estão entre vítimas de homem que mantinha 240 “escravas sexuais” no Brasil

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-Foto: redes sociais
Foto: redes sociais

Pelo menos três mulheres que moram na Bahia estão entre as vítimas de Roney Shelb, um homem suspeito de abusar cerca de 240 mulheres de diversos estados. De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais, onde o rapaz foi preso, ele extorquia as mulheres e pedia fotos delas peladas. A promessa: o pagamento de 4 a 10 mil pela imagem.

Como a conversa com as mulheres era feita pelo celular, a polícia investiga mais de 1.500 números que mantiveram contato com Roney. A Delegacia de Crimes Cibernéticos de Minas Gerais informou, nesta segunda-feira (21/10), que há confirmação de um número com DDD 71, relacionado a telefones da capital baiana e região metropolitana; um número com DDD 73, dos telefones da região sul da Bahia; e um número com DDD 74, da região norte do estado.

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Cerca de 240 números já foram confirmados pela polícia como sendo de vítimas, mas o órgão ainda investiga diversos contatos feito pelo homem. Ainda de acordo com a Delegacia de Crimes Cibernéticos, a investigação está priorizando os casos onde há menores de idade como vítimas.

GOLPE

Rony Shelb, que foi preso no dia 11 de outubro, se apresentava como chefe de um grupo de jovens da Renovação Carismática, grupo da Igreja Católica, para ter contato com as vítimas. 

Em seguida, dizem as investigações, ele passava vários contatos de outras pessoas, todos personagens criados por ele mesmo. Shelby dizia que alguns desses contatos falsos era de “Sugar Daddies” – homens que pagam por fotos de mulheres mais novas -.

Dessa forma, o suspeito convencia a vítima a enviar fotos sem roupa. Porém, depois de enviado o arquivo, Roney Shelb ameaçava enviar as fotografias aos familiares das vítimas caso elas não fizessem o que ele queria.

Na casa de Roney foi encontrado um “contrato de escravidão consentida”, documento que dizia que a vítima que assinasse teria que fazer tudo que ele quisesse, sem limites. Uma das cláusulas permitia que ele agredisse as mulheres com a força que quisesse e a qualquer momento.

Algumas vítimas foram obrigadas a se encontrar com ele e ter relações sexuais sem preservativo. Outras eram chantageadas pela internet, sendo obrigadas a fazer sexo com outras pessoas (ou até com animais), filmar e enviar a Roney. (Aratu)

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