Trump classifica eleições no Brasil como “desgraça” e sinaliza conversa com Lula

Presidente dos Estados Unidos voltou a questionar o pleito que reelegeu Lula, mas não apresentou provas de fraude nem reconheceu Flávio Bolsonaro como vencedor

Presidente dos EUA, Donald Trump Foto: EFE/EPA/AL DRAGO / POOL

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar as eleições presidenciais brasileiras nesta quinta-feira (29) e classificou o pleito como uma “desgraça”. O republicano também afirmou que pretende conversar com Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito presidente do Brasil.

Durante uma conversa com jornalistas, Trump foi questionado sobre a eleição que terminou com a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro (PL). “Eu vou falar com ele, mas acho que a eleição no Brasil foi uma desgraça”, declarou.

Trump volta a questionar resultado eleitoral
Esta não foi a primeira vez que Trump questionou o processo eleitoral brasileiro. No início da semana, o presidente americano afirmou que a eleição parecia fraudada, mas não apresentou provas para sustentar a acusação.

Nesta quinta-feira, Trump voltou a criticar o pleito e evitou responder diretamente quem considera o vencedor legítimo da disputa. Além disso, afirmou que não tomou partido durante a campanha e mencionou a reação negativa do mercado financeiro brasileiro após o resultado.

Até o momento da declaração, o governo americano não havia anunciado formalmente o reconhecimento da vitória de Lula nem divulgado uma manifestação oficial sobre o resultado, segundo as reportagens publicadas nesta quinta-feira.

Possível conversa entre Lula e Trump
Apesar das críticas, Trump afirmou que pretende conversar com Lula. No entanto, segundo informações divulgadas pela imprensa, não havia uma ligação entre os dois presidentes agendada até então. Os líderes poderão ter oportunidade de se encontrar durante a Cúpula de Líderes do G20, prevista para dezembro, nos Estados Unidos.

Flávio Bolsonaro está nos Estados Unidos
A declaração de Trump ocorre após Flávio Bolsonaro chegar aos Estados Unidos, depois de perder a disputa presidencial para Lula. O senador anunciou que pretende contestar o resultado eleitoral e, em manifestações públicas, levantou suspeitas sobre o processo de votação.

A viagem também gerou repercussão porque o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia determinado que Flávio entregasse seus passaportes e o proibido de deixar o Brasil. A Polícia Federal informou que investiga as circunstâncias do descumprimento das determinações judiciais.

Após chegar aos Estados Unidos, Flávio publicou uma carta com críticas ao sistema eleitoral brasileiro. Inicialmente, utilizou a expressão “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, mas depois alterou o texto para “líder do Brasil”.
Questionado sobre quem reconhece como presidente legítimo do Brasil, Trump não deu uma resposta direta. As declarações mantêm o tema eleitoral no centro das relações políticas entre os dois países.

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