Nesta segunda-feira (22), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu mais um pedido de inelegibilidade da candidatura à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL). Citando o nazismo como argumento, esta é a terceira ação do tipo que o tribunal registra desde que teve início o período de campanha.
O pedido foi submetido por um cidadão comum e, além da inelegibilidade, solicita a prisão preventiva de Bolsonaro “por atentado contra o Estado de Direito na forma continuada e permanente”.
O advogado Daniel Fonseca, que assina o documento, argumenta que o presidente colocou em xeque a credibilidade das eleições durante todo o seu mandato. Ele também denuncia a reunião do último dia 18 de julho, entre o chefe do Executivo federal e diplomatas, quando voltou a levantar dúvidas sobre o sistema eleitoral brasileiro.
- Homem acusado de tentativa de homicídio é preso durante operação da Polícia Civil em Jiquiriçá
- São João de Pojuca: Prefeitura cancela shows de Tayrone, Neto Brito e outras atrações após recomendações de órgãos fiscalizadores
- Prefeitura de Santo Antônio de Jesus divulga nova programação do Esquenta São João Rural 2026
“É crime reunir 40 embaixadores para, sem apresentar provas, mas, apenas, ilações infundadas, dizer que as eleições no Brasil são fraudadas, pois, o Tribunal Superior Eleitoral [TSE] apura as urnas em ‘sala secreta’ de forma a comprometer a lisura do sufrágio”.
O texto, que foi registrado no sistema do TSE como “Impugnação e Prisão do nazista” ainda acusa Bolsonaro de ter um “discurso golpista” e afirma que seus ataques contra as urnas são um dos preceitos do nazifascismo.
“Cito o item 9, do capítulo intitulado ‘O primeiro período de desenvolvimento do partido nacional-socialista dos trabalhadores alemães’, do livro Minha Luta [Mein Kampf]: ‘O novo movimento é, na sua essência e na sua organização antiparlamentarista, isto é, rejeita, em princípio, toda teoria baseada na maioria dos votos’”, diz o documento. (bahia.ba)


