O Vale do Jiquiriçá, no interior da Bahia, começa a ganhar relevância em um cenário global marcado pela disputa por minerais estratégicos. Municípios como Ubaíra, Jiquiriçá e Mutuípe abrigam reservas de elementos considerados essenciais para a indústria de alta tecnologia, como disprósio e térbio.
Esses minerais fazem parte do grupo conhecido como terras raras, conjunto de 17 elementos químicos utilizados na fabricação de ímãs de alto desempenho, motores elétricos, turbinas eólicas, satélites, sistemas de defesa, robótica e tecnologias de precisão.
À frente dos investimentos na região está a Borborema Mineração, braço brasileiro da Brazilian Rare Earths. A empresa anunciou aportes de R$ 3,5 bilhões para a produção de concentrado mineral e óxidos de terras raras, com previsão de início das operações em 2028.
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O projeto vem sendo acompanhado pelo governo do estado, que destaca o potencial da iniciativa para impulsionar o desenvolvimento econômico e diversificar a matriz produtiva baiana, com atenção a práticas sustentáveis.
Entre os elementos presentes na região, os chamados “pesados”, como disprósio e térbio, são considerados mais raros fora da Ásia e têm papel central na produção de ímãs utilizados em tecnologias ligadas à transição energética e à indústria avançada.
Atualmente, cerca de 70% da produção mundial de terras raras está concentrada na China, que também domina grande parte do processo de refino. Nesse contexto, o Brasil surge como alternativa estratégica, já que possui uma das maiores reservas naturais do mundo ainda pouco exploradas.





