Deputados do grupo de trabalho que analisam o pacote anticrime apresentado pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, agora querem adiar a votação prevista para esta quarta-feira (14) que pode impor uma nova derrota ao ministro, com a retirada de pontos defendidos pelo governo do relatório em discussão.
O deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ), integrante do grupo, disse ao blog que a votação de alguns pontos marcada para esta quarta pode ficar para daqui a duas semanas.
Segundo ele, agora, deputados do grupo defendem apresentar um texto que “proteja os policiais mas não dê licença para matar”.
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“Queremos aprovar tudo de uma vez, então. Como estava prevista para hoje a discussão de pontos como excludente de ilicitude e banco de dados, a gente quer aproveitar e votar em duas semana, de uma vez, todo o relatório do Capitão Augusto (PL-SP) – que será rejeitado – e o substitutivo”, disse o deputado.
Sobre a discussão desta quarta, Freixo se refere ao principal ponto que os deputados queriam impor como derrota de Moro: o excludente de ilicitude. Nos bastidores, no entanto, pesou na verdade a repercussão que provocaria mais uma derrota de Moro no pacote que prevê medidas anticrime e anticorrupção.
Temendo desgaste e para evitar o que deputados chamam de “vitimização” do governo Bolsonaro e do ministro, o grupo de trabalho deve adiar a discussão, a fim de evitar mais uma derrota antes de propor um texto para os agentes de segurança pública.
Na semana passada, o grupo retirou do pacote o chamado “plea bargain”, uma espécie de acordo feito após apresentação de denúncia que envolve a confissão dos crimes pelo acusado em troca de uma pena menor. Antes, já havia retirado a prisão após condenação em segunda instância. (G1)


