Após pedido do Ministério Público Federal (MPF), dados sobre o monitoramento ambiental da radiação de urânio nos reservatórios de água das comunidades de Caetité e Lagoa Real, ambas na Bahia, passaram a ser disponibilizados, sem a necessidade de solicitação prévia, para a população.
A Indústrias Nucleares do Brasil (INB) disponibilizou, em plataforma online, relatório síntese com os níveis de radiação pré e pós-operacional da Unidade de Concentração de Urânio (URA), única mineração de urânio em atividade no país, situada na região de Caetité.
Com isso, é possível acompanhar a variação nos níveis de radiação e de outros materiais contaminantes nos fluxos da água, como poços subterrâneos, barragens e açudes, e nas matrizes atmosféricas, como a poeira, a chuva e o gás radônio, entre os anos de 1989 e 2018.
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Desde 2018, o MPF instaurou um procedimento administrativo para acompanhar e fiscalizar as atividades da INB, buscando apurar eventual contaminação de fontes de abastecimento humano ou reservatórios de água pelas atividades de extração, transporte ou beneficiamento de urânio nos municípios de Caetité e Lagoa Real.
Uma das principais solicitações das comunidades rurais que vivem no entorno da URA era a disponibilização de informações acessíveis sobre os resultados dos Programas de Monitoração Ambiental Operacional da Mina Cachoeira e Pré-operacional da Mina Engenho. (BNews)


