A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a autorização de importação da Covaxin, vacina indiana contra a Covid-19 que está no centro das investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia. A decisão cautelar aprovada por unanimidade determina que seja suspensa até novas informações comprovem a “segurança jurídica e técnica da manutenção da deliberação que autorizou a importação”.
A negociação do Ministério da Saúde para compra do imunizante produzido pela Bharat Biotech foi denunciada pelo deputado federal Luís Miranda (DEM-DF), aliado do governo Bolsonaro, após conversas com o seu irmão, Luís Ricardo, técnico de importação da pasta que à época da suspeita era comandada pelo general Eduardo Pazuello.
O foco da investigação é a participação da Precisa Medicamentos na intermediação do negócio, empresa apontada como representante da Bharat Biotech no Brasil. Na semana passada, a farmacêutica indiana rompeu com a Precisa e informou que os documentos enviados pela empresa ao Ministério da Saúde não eram verdadeiros.
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Relator da matéria da Anvisa, o diretor Alex Machado Campos justificou que a legitimidade questionável da Precisa influencia nos parâmetros para a importação da Covaxin, inclusive no que tange à qualidade do imunizante.
As informações são do Congresso em Foco, do UOL. “A decisão levou em conta ainda notícias de que documentos ilegítimos podem ter sido juntados ao processo de importação, o que pode impactar as conclusões quanto aos aspectos de qualidade, segurança e eficácia da vacina a ser utilizada na população nacional”, diz a Anvisa. (A Tarde)





