A partir desta sexta-feira (1º), os mutuários da Caixa Econômica Federal que financiam imóveis enfrentarão mudanças nas condições de financiamento. O banco aumentou as exigências para a concessão de crédito pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), o que resultará em uma entrada maior e um percentual menor de financiamento.
Para quem optar pelo sistema de amortização constante (SAC), a entrada passará de 20% para 30% do valor do imóvel. Já no sistema Price, que possui parcelas fixas, o valor exigido aumentará de 30% para 50%. Além disso, a Caixa só concederá crédito a quem não tiver outro financiamento habitacional ativo com a instituição.
Outra alteração importante é que o valor máximo de avaliação dos imóveis pelo SBPE será limitado a R$ 1,5 milhão em todas as modalidades. Atualmente, o crédito pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que oferece juros mais baixos, já tem esse teto, enquanto as linhas do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) não possuem limite de valor.
- Cristiano Ronaldo brilha, faz história e comanda goleada de Portugal na Copa do Mundo
- Nego Di é condenado a mais de 14 anos de prisão por estelionato, lavagem de dinheiro e uso de documento falso
- ROCK NO SÃO JOÃO! Palco Alterna SAJ reúne amantes do gênero e mostra a diversidade da festa em S. A. de Jesus
As novas regras se aplicarão apenas a futuros financiamentos e não afetarão unidades habitacionais de empreendimentos já financiados pelo banco, cujas condições atuais permanecerão inalteradas. A Caixa detém 70% do financiamento imobiliário no Brasil e 48,3% das contratações do SBPE.
O banco justifica essas restrições pela necessidade de manter a carteira de crédito habitacional dentro do orçamento aprovado para 2024. Até setembro, a Caixa já concedeu R$ 175 bilhões em crédito imobiliário, uma alta de 28,6% em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando 627 mil financiamentos. No SBPE, foram R$ 63,5 bilhões liberados nos primeiros nove meses do ano.
A Caixa afirmou que está sempre avaliando medidas para atender à demanda por financiamentos habitacionais, buscando soluções que permitam a expansão do crédito no país, não apenas por meio da Caixa, mas também de outros agentes do mercado.





