Diversas cidades dos Estados Unidos enfrentam uma onda de protestos nesta quarta-feira (11), em reação às políticas anti-imigração do então presidente Donald Trump.
As manifestações, que ocorrem desde a semana passada, têm provocado tensões em áreas urbanas como Nova York, Atlanta e Chicago, com registros de confrontos entre manifestantes e policiais.
Em Los Angeles, a situação se agravou nas últimas horas. A cidade amanheceu sob toque de recolher após uma noite marcada por distúrbios no centro. Mais de 100 pessoas foram detidas em 24 horas, a maioria por desobedecer a ordens de dispersão, segundo informações da polícia local.
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O governador da Califórnia, Gavin Newsom, criticou duramente a decisão do governo federal de enviar tropas militares à região. Ele afirmou que a medida apenas acirrou os ânimos e causou mais instabilidade.
“As autoridades locais já haviam controlado a situação. A chegada dos militares apenas alimentou uma nova onda de violência”, declarou.
Donald Trump, por outro lado, justificou o envio de aproximadamente 700 fuzileiros navais, argumentando que era necessário proteger instalações federais e garantir a ordem. “Esta anarquia não continuará. Não permitiremos que agentes federais sejam atacados nem que uma cidade americana seja invadida e conquistada por inimigos estrangeiros”, disse o presidente.
Apesar do discurso, os militares enviados não foram vistos atuando nas ruas de Los Angeles até o momento. Eles permanecem concentrados em Seal Beach, a cerca de 50 quilômetros ao sul da cidade, aguardando ordens para deslocamento.


