Ao menos 96 brasileiros desistiram de participar de programas de doutorado sanduíche nos Estados Unidos em 2025, segundo informou a presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Denise Pires de Carvalho.
As desistências ocorreram antes mesmo do início dos trâmites para solicitação de vistos e estão relacionadas ao atual clima de insegurança nas universidades norte-americanas, em meio a cortes de verbas e restrições a pesquisas promovidas pelo governo Donald Trump.
A expectativa inicial da Capes era conceder 1.200 bolsas para estudos nos EUA no próximo ano. No entanto, com o cenário adverso, esse número foi revisto para 350.
Em entrevista à Agência Brasil, a presidente da autarquia orientou que os estudantes mantenham um plano alternativo e garantiu que a Capes está preparada para redirecionar os destinos das bolsas, de modo a evitar prejuízos às pesquisas e à formação acadêmica dos bolsistas.
Apesar do contexto desfavorável, instituições como a Fundação Lemann defendem a permanência de brasileiros em universidades norte-americanas. A entidade, que já concedeu 760 bolsas para os EUA, destaca a importância da presença brasileira em centros acadêmicos de excelência e segue monitorando os impactos das medidas do governo americano sobre o intercâmbio científico.


