Mutuípe: Crise financeira ameaça festa da Independência e prefeito busca solução em Brasília

Com bloqueio de R$ 15,9 milhões do FPM, município suspende serviços e pode cancelar evento tradicional de 7 de setembro

A Prefeitura de Mutuípe, no Vale do Jiquiriçá, vive uma das maiores crises financeiras de sua história após o bloqueio dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) determinado pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

O corte tem como destino o pagamento de um precatório da família de João Ribeiro e ameaça diretamente a realização da tradicional festa da Independência, marcada para o dia 7 de setembro.

Diante da situação, o prefeito João Carlos Raudeys Cardoso da Silva (PT) decretou estado de calamidade financeira na última sexta-feira (11), suspendendo parcial ou totalmente serviços essenciais, como:

  • Limpeza urbana;
  • Coleta de resíduos;
  • Obras de infraestrutura;
  • Conservação de estradas vicinais e vias urbanas.

Também foram interrompidas, de forma integral:

  • Gratificações e horas extras (exceto em situações excepcionais);
  • Concessões de diárias;
  • Licenças para assuntos pessoais;
  • Afastamentos de servidores que gerem custos ao município.

Com R$ 3,85 milhões já bloqueados e um novo sequestro previsto para o próximo dia 20, a gestão municipal teme um colapso completo nas contas públicas. O valor total do bloqueio é de R$ 15,9 milhões, dividido em parcelas mensais de quase R$ 2 milhões por oito meses.

Nesta terça-feira (15), o prefeito viaja a Brasília, acompanhado do secretário de Administração, Carlos Henrique, para uma audiência no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com o objetivo de buscar a reversão da medida judicial. Segundo Raudeys, o bloqueio “asfixia as finanças do município e compromete serviços à população”.

Apesar do cenário, o prefeito mantém o desejo de realizar a festa da Independência e chegou a sondar atrações, incluindo um artista de destaque nacional. No entanto, a concretização do evento depende diretamente de uma decisão favorável em Brasília.

Dados apurados indicam que o orçamento da cidade é altamente comprometido com despesas fixas, com menos de R$ 5 milhões disponíveis para custeio e investimentos públicos.

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