Um dos líderes da facção criminosa Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), ligada ao Comando Vermelho (CV), foi preso na madrugada deste sábado (19) durante a Operação Regresso, deflagrada por forças estaduais e federais de segurança, com apoio do Ministério Público da Bahia (MP-BA) e do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco).
Wanderson Oliveira dos Santos é suspeito de envolvimento no atentado contra o diretor do Conjunto Penal de Eunápolis, Jorge Magno Alves Pinto, ocorrido no dia 20 de maio deste ano. Na ocasião, o carro que costumava ser utilizado pelo gestor foi alvejado com disparos de fuzil. O motorista, funcionário terceirizado da unidade prisional, foi atingido e socorrido.
De acordo com o MP-BA, Wanderson é condenado e investigado por crimes como homicídio qualificado, tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e associação criminosa. Segundo a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), ele costumava ostentar armas nas redes sociais e tem envolvimento direto com execuções, tráfico de armas e drogas, corrupção de menores e lavagem de dinheiro.
No momento da prisão, ele estava acompanhado de outro homem que também era foragido da Justiça e foi detido.
O secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, destacou a atuação conjunta: “Seguiremos com as ações de inteligência ampliadas no Extremo Sul da Bahia. As Operações Regresso e Conexão demonstram a importância da atuação integrada.”
A ação mobilizou agentes da SSP-BA, Seap, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal.
Jorge Magno assumiu a direção do Conjunto Penal de Eunápolis em dezembro de 2024, após a fuga de 16 presos da unidade. A então diretora, Joneuma Silva Neres, foi presa em 23 de janeiro deste ano, acusada de facilitar a fuga, manter relações amorosas com Ednaldo Pereira Souza, o “Dadá” — líder do PCE — e colaborar com o grupo criminoso.
Segundo o MP-BA, Joneuma teria recebido R$ 1,5 milhão para viabilizar a fuga dos detentos e planejava se esconder no Rio de Janeiro, base estratégica do Comando Vermelho. Ela também é investigada por conceder regalias a presos da facção e integrar um suposto esquema de compra de votos junto ao ex-deputado federal Uldurico Jr., seu padrinho político.


