Isidório compara Trump a ‘chefe de boca de fumo’ após medida contra o Brasil

Decisão de Donald Trump de taxar produtos brasileiros gera reações divergentes entre políticos da Bahia; governistas falam em “traição à pátria” e oposição evita confronto direto

Foto: Câmara dos Deputados

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas sobre produtos brasileiros exportados para o país provocou reações imediatas no cenário político baiano. Enquanto setores ligados ao governo federal condenaram abertamente a medida, aliados da oposição preferiram adotar um tom mais cauteloso.

Entre as declarações mais contundentes está a do deputado federal Sargento Isidório (Avante), que comparou a postura de Trump à de um líder do crime organizado: “Trump está agindo como um chefe de boca de fumo, um chefe de facção”, afirmou o parlamentar.

A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Ivana Bastos (PSD), também se manifestou com firmeza, classificando a ação como desrespeitosa à soberania nacional. Na mesma linha, o deputado estadual Vítor Bonfim (PV) reforçou o posicionamento do governo: “Lula está certo. Isso não é sobre partido, é sobre o futuro do país.”

Apesar das críticas, a Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados aprovou uma moção de louvor a Trump, com apoio de dois parlamentares baianos: Cláudio Cajado (PP) e Zé Rocha (UB). A aprovação da homenagem gerou reação do senador Jaques Wagner (PT), que afirmou que as articulações do deputado Eduardo Bolsonaro (PL) nos EUA — para influenciar decisões contra o Brasil — configuram “traição à pátria”.

Setores empresariais, por sua vez, demonstraram preocupação com o impacto econômico da decisão e pedem prudência nas declarações políticas. No entanto, no campo governista, o tom mais comum já é o de enfrentamento direto e acusações de falta de compromisso com os interesses nacionais por parte da oposição.

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