As defesas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), do general Walter Braga Netto, do ex-ministro Anderson Torres e de outros réus do núcleo 1 da ação que investiga a tentativa de golpe de Estado devem entregar até esta quarta-feira (13) suas alegações finais ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Esta etapa processual marca a última fase antes do relator, ministro Alexandre de Moraes, concluir o relatório e voto para levar o caso a julgamento na Primeira Turma, previsto para setembro.
A Procuradoria-Geral da República (PGR), que apresentou suas alegações em 14 de julho, aponta o grupo como principal articulador do plano golpista. O procurador-geral Paulo Gonet solicitou a condenação de Bolsonaro e outros sete réus, destacando o papel central do ex-presidente nos atos iniciados em 2021 e que culminaram nos ataques de 8 de janeiro de 2023. Novas provas foram reunidas ao longo da investigação, mas ainda não há estimativa de penas.
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O delator Mauro Cid, tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, apresentou suas alegações em 29 de julho, pedindo absolvição e acusando a PGR de “deslealdade” por não garantir proteção após a entrega de informações em acordo de delação premiada.
Além de Bolsonaro, Braga Netto e Anderson Torres, também respondem à ação penal o deputado Alexandre Ramagem, o almirante Almir Garnier, o general Augusto Heleno e o general Paulo Sérgio Nogueira.


