Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin, se reuniram nesta sexta-feira (15) em uma base militar no Alasca, no primeiro encontro presencial entre os dois líderes desde 2018. Apesar de quase três horas de conversas, não foi firmado acordo de cessar-fogo para a guerra na Ucrânia, iniciada em 2022.
Trump afirmou que houve “avanços importantes” e que a maioria dos pontos discutidos teve consenso. “Restam apenas alguns poucos — um é provavelmente o mais significativo. Ainda não chegamos lá, mas fizemos progresso. Há boas chances de chegar lá. Putin quer parar de ver pessoas sendo mortas”, disse o líder americano, acrescentando que pretende ligar para o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e dialogar com membros da Otan.
Putin classificou a reunião como “construtiva” e ressaltou que as preocupações da Rússia precisam ser levadas em conta. “Concordo com Trump que a segurança da Ucrânia deve ser garantida. Espero que a compreensão mútua traga paz à Ucrânia”, declarou. O russo também destacou o potencial de uma parceria de investimentos entre os dois países e afirmou esperar que Ucrânia e Europa não interfiram nas negociações.
A cúpula, marcada por trocas de cumprimentos efusivos e momentos descontraídos, foi a primeira desde o início da guerra. Ao final, Putin convidou Trump para um próximo encontro em Moscou. “Da próxima vez em Moscou”, disse em inglês.
Kirill Dmitriev, enviado especial russo, afirmou à TV estatal que as negociações “ocorreram notavelmente bem”. A imprensa norte-americana destacou que o encontro marca um passo inicial na reaproximação entre Washington e Moscou, apesar das divergências sobre o conflito.


