Maldivas proíbem venda de cigarros para nascidos após 2007

Medida alcança moradores e turistas e busca criar “uma geração livre do fumo” no arquipélago

Divulgação/Banco Mundial/ONU

As Maldivas se tornaram o primeiro país do mundo a adotar uma proibição geracional do tabaco. A medida, que entrou em vigor neste sábado (1º), impede que qualquer pessoa nascida a partir de 1º de janeiro de 2007 compre, consuma ou tenha acesso a cigarros e produtos derivados do tabaco. A regra vale tanto para moradores quanto para turistas, segmento importante da economia local.

O Ministério da Saúde do país explica que o objetivo é proteger a saúde pública e garantir que futuras gerações cresçam sem o vício do fumo. A fiscalização será abrangente, incluindo os luxuosos resorts espalhados pelas mais de 1,1 mil ilhas do arquipélago.

Comerciantes e hotéis deverão conferir a idade dos clientes antes de vender cigarros. O descumprimento da lei prevê multas severas: 50 mil rufiyaa (aproximadamente R$ 17 mil) para vendas irregulares de cigarros e 5 mil rufiyaa (cerca de R$ 1,7 mil) para o uso de cigarros eletrônicos e dispositivos de vape. A importação, venda e posse de produtos de vape permanecem proibidas, independentemente da idade.

A política foi apresentada pelo presidente Mohamed Muizzu no início de 2025, colocando o país à frente de outras nações que discutem medidas semelhantes. O Reino Unido ainda analisa um projeto de lei no mesmo sentido, enquanto a Nova Zelândia revogou a regra que havia implementado em 2023.

Com a nova legislação, as Maldivas se consolidam como a única nação com uma estratégia permanente voltada a impedir que as próximas gerações tenham acesso legal ao tabaco.

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