O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta quarta-feira (22) que o governo federal vai acionar a Justiça contra médicos que divulgam conteúdo antivacina nas redes sociais. Segundo ele, alguns profissionais estariam lucrando com consultas, cursos e tratamentos ligados a supostas condições atribuídas às vacinas, como a chamada “síndrome pós-spike”, que não possui comprovação científica.
De acordo com Padilha, a estratégia envolve quatro frentes principais:
Representações nos Conselhos Regionais de Medicina;
Ação civil pública, por violação do direito à saúde;
Ação criminal, devido à oferta de tratamentos considerados falsos;
Notificações a plataformas digitais para remover conteúdos com desinformação e materiais vendidos pelos médicos.
O ministro classificou o movimento como uma “mistura de negacionismo com ganância” e afirmou que o governo não será “leniente” com profissionais que propagam informações falsas sobre imunização.
A medida ocorre em meio ao aumento de publicações antivacina e à preocupação do Ministério da Saúde com a queda nas taxas de vacinação em algumas regiões do país. Padilha reforçou que as vacinas utilizadas no Brasil são seguras, aprovadas pela Anvisa e recomendadas por especialistas.





