A estrutura de saúde montada para o Carnaval já realizou 2.975 atendimentos em Salvador, entre as 5h de quinta-feira (12) e as 5h desta segunda-feira (16), segundo a Secretaria Municipal da Saúde de Salvador. Do total, 2.886 ocorreram nos módulos dos circuitos oficiais, enquanto 89 foram registrados em postos fixos nos bairros Nordeste de Amaralina, Cajazeiras X e Periperi.
O balanço mostra que 2.424 atendimentos (81,5%) foram clínicos, confirmando o perfil de intercorrências leves comum em eventos de grande porte.
Entre as principais causas estão intoxicação alcoólica (298 casos), dores nos membros inferiores (241), cefaleia (225) e episódios de náuseas e vômitos (210). De acordo com a pasta, situações como esforço físico prolongado, exposição ao sol e à chuva, alterações no sono e na alimentação, além do consumo excessivo de álcool, ajudam a explicar os registros.
Também foram contabilizados 183 atendimentos bucomaxilofaciais, 182 ortopédicos, 117 de enfermagem e 69 cirúrgicos — em sua maioria procedimentos ambulatoriais simples, como suturas e curativos, realizados nos próprios módulos e sem necessidade de internação.
A taxa de resolutividade chamou atenção: apenas 112 pacientes precisaram ser transferidos para outras unidades, principalmente da rede municipal, indicando boa capacidade de resposta do sistema mesmo em período de alta demanda.
Segundo o secretário municipal da Saúde, Rodrigo Alves, o cenário segue dentro do esperado. “Mantivemos um perfil assistencial predominantemente clínico, com mais de 80% dos atendimentos relacionados a intercorrências leves, típicas de grandes eventos”, afirmou.
Ele também destacou a eficiência da operação: “Seguimos com índice de resolutividade acima de 96%, o que demonstra que a estrutura instalada nos circuitos tem capacidade técnica e organização para acolher e resolver a maioria dos casos sem sobrecarregar a rede hospitalar.”


