Carnaval 2026 termina com devolução de filhos de ambulantes acompanhada pelo MPBA

Mais de 600 crianças foram acolhidas durante a folia em unidades municipais de proteção

Fonte: Reprodução/Mpba

O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) acompanhou, nesta quarta-feira (18), a devolução de crianças e adolescentes aos pais que trabalharam como ambulantes nos circuitos do Carnaval de Salvador 2026.

A ação faz parte da fiscalização das unidades municipais de acolhimento temporário, criadas para oferecer alimentação, segurança e assistência aos filhos de trabalhadores informais enquanto os responsáveis garantiam renda durante a festa.

Uma ambulante de 30 anos, mãe de duas crianças de sete e dois anos, relatou que ficou apreensiva ao deixar os filhos em uma unidade pela primeira vez, mas se tranquilizou ao perceber que estavam bem cuidados. Ela buscou as crianças na Escola Municipal Casa da Amizade, em Ondina, uma das cinco unidades disponibilizadas pela Prefeitura.

Desde o dia 12, o espaço acolheu 121 crianças e adolescentes de zero a 17 anos. Na manhã do encerramento, 16 ainda aguardavam os responsáveis por volta das 10h.

Fiscalização e ampliação da rede

Durante o Carnaval, o MP realizou inspeções para verificar o funcionamento das unidades. A promotora de Justiça Rita Tourinho esteve nas escolas acompanhada por equipe técnica para observar o fluxo de saída, registrar eventuais intercorrências e avaliar melhorias para os próximos anos.

Segundo o órgão, mais de 600 crianças foram acolhidas em 2026. Em 2025, cerca de 400 haviam sido atendidas. O aumento reforça a necessidade de ampliação da rede de proteção, diante da crescente procura pelo serviço.

Na Escola Municipal Santa Terezinha, na Barra, 47 das 70 crianças já haviam sido entregues às famílias até as 9h25. Entre elas, 17 bebês com até um ano de idade.

O encerramento das atividades estava previsto para as 11h, com acionamento dos responsáveis em caso de permanência de menores nas unidades.

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