O júri popular do caso de Tainara dos Santos, jovem quilombola de 27 anos desaparecida desde outubro de 2024, foi remarcado para esta quinta-feira (12), às 9h, no Fórum Augusto Teixeira de Freitas, na cidade de Cachoeira, no Recôncavo baiano. O processo é tratado pela Justiça como feminicídio sem localização do corpo, e o principal suspeito é o ex-companheiro da vítima, que segue preso preventivamente.
Tainara morava na comunidade quilombola de Acutinga Motecho, no território da Bacia do Iguape. Trancista e mãe de duas meninas, de 11 e 2 anos, ela era conhecida na região pela atuação comunitária e pelo cuidado com mulheres e crianças.
Segundo as investigações, no dia 9 de outubro de 2024, a jovem saiu de casa para encontrar o ex-companheiro, com quem mantinha um relacionamento marcado por episódios de violência. A última vez que foi vista foi no porto de Cachoeira, na companhia dele e de outros homens que ainda não foram identificados.
Durante as investigações, o suspeito apresentou versões diferentes sobre o que teria ocorrido no dia do desaparecimento. Até hoje, o corpo de Tainara não foi encontrado e o caso segue sendo investigado como feminicídio.
O julgamento estava inicialmente previsto para dezembro de 2025, mas foi adiado. A família da vítima continua cobrando respostas e justiça pelo desaparecimento da jovem.


