O ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida publicou, na noite de terça-feira (31), um vídeo nas redes sociais em que nega as acusações de assédio sexual e afirma ser inocente.
Na gravação, ele também faz críticas à forma como foi exonerado do cargo, associando o episódio ao tratamento dado a homens negros na sociedade. Almeida rebate ainda a ideia de que seria um “homem poderoso” e argumenta que, caso tivesse influência, não teria sido afastado em menos de 24 horas e sem a oportunidade de apresentar defesa.
O ex-ministro questionou a condução do caso e sugeriu que houve precipitação por parte do governo federal ao tomar a decisão antes de uma apuração mais aprofundada.
Silvio Almeida foi demitido do cargo em 6 de setembro de 2024, dois dias após o surgimento das primeiras denúncias. Na época, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a permanência do então ministro se tornava inviável diante da gravidade das acusações.
O caso segue repercutindo e levanta debates sobre responsabilização, direito à defesa e critérios adotados em decisões de afastamento em cargos públicos.


