O Partido dos Trabalhadores (PT) deve entrar nas eleições deste ano com uma estratégia que combina figuras tradicionais da política com novos nomes, especialmente no estado de São Paulo. Entre as apostas está o ator e ex-participante do Big Brother Brasil, Lucas Penteado, apontado como um dos representantes da renovação dentro da legenda.
Outro nome de peso é o ex-ministro José Dirceu, que voltou ao cenário político após ter suas condenações anuladas pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, em 2024.
Além deles, o partido aposta em nomes como Jean Wyllys, Edinho Silva, Luna Zarattini e o próprio Lucas Penteado, buscando ampliar o alcance junto a diferentes perfis de eleitores.
Ao mesmo tempo, a sigla mantém figuras experientes na disputa, como o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha, que já foi condenado no caso do mensalão e posteriormente teve a pena perdoada.
A federação formada por PT, PV e PCdoB tinha 82 deputados antes da janela partidária e deve lançar mais de 60 pré-candidatos apenas em São Paulo. Entre os parlamentares que devem buscar a reeleição estão Arlindo Chinaglia, Carlos Zarattini, Jilmar Tatto, Paulo Teixeira, Rui Falcão, Orlando Silva e Vicentinho.
O atual ministro da Saúde, Alexandre Padilha, não deve disputar as eleições. Ele deve atuar na coordenação da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em regiões estratégicas.
Já outros ministros deixaram seus cargos dentro do prazo eleitoral, como Fernando Haddad, pré-candidato ao governo de São Paulo, além de Simone Tebet e Marina Silva.
A movimentação do PT indica uma tentativa de equilibrar experiência política com renovação, com foco em ampliar a representação na Câmara dos Deputados e fortalecer sua base eleitoral, especialmente no maior colégio eleitoral do país.


