Um estudo da Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral, revela que o número de eleitores com 60 anos ou mais no Brasil cresceu de forma acelerada nas últimas eleições.
Entre 2010 e 2026, o eleitorado total do país passou de 135,8 milhões para 156,2 milhões — um aumento de 15%. No mesmo intervalo, o público acima dos 60 anos saltou de 20,8 milhões para 36,2 milhões, o que representa um crescimento de 74%, muito acima da média geral.
Atualmente, esse grupo já corresponde a 23,2% dos eleitores brasileiros, ou seja, quase um em cada quatro votantes. A tendência, segundo o levantamento, é que esse percentual continue aumentando até o fechamento do cadastro eleitoral.
De acordo com o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, embora esse segmento não defina sozinho o resultado de uma eleição, ele pode ter influência relevante, especialmente em disputas mais equilibradas.
O avanço acompanha uma mudança demográfica no país. Nas últimas décadas, a população com 60 anos ou mais dobrou de tamanho proporcional, passando de 7% para 16% do total de habitantes.
Outro dado que chama atenção é o aumento da participação desse público nas eleições. A taxa de abstenção entre eleitores acima de 60 anos caiu de 37,1% em 2014 para 34,5% em 2022. Entre os maiores de 70 anos, cujo voto é facultativo, também houve redução, embora ainda em nível elevado.
Enquanto isso, a abstenção geral do eleitorado brasileiro teve leve alta no mesmo período, indicando um movimento contrário ao observado entre os mais velhos.
Com crescimento contínuo e maior presença nas urnas, a chamada Geração Prateada tende a ter papel cada vez mais relevante no cenário eleitoral do país.


