SAJ: Após polêmica com Santa Casa, Jorge de Dema nega privilégios, rebate acusações e defende união pela implantação de UTI Neonatal

O vereador Jorge Bonfim Fróes, conhecido como Jorge de Dema (PDT), respondeu nesta quarta-feira (3), durante entrevista ao programa Voz da Bahia, às declarações feitas pela superintendente da Santa Casa de Misericórdia Hospital Luís Argolo, Ludmila Reis.

Durante a entrevista, o parlamentar contestou as afirmações de que nunca teria procurado a direção da instituição para buscar esclarecimentos técnicos antes de fazer críticas públicas e também negou ter solicitado privilégios para pacientes atendidos na maternidade.

Segundo Jorge, o papel do vereador é fiscalizar, ouvir a população e intermediar demandas da comunidade junto aos órgãos responsáveis.

“É importante entender qual é o papel do vereador. Nós somos representantes do povo e temos a obrigação de ouvir a população e buscar soluções para os problemas que chegam até nós”, afirmou.

O vereador apresentou como argumento uma visita realizada à Santa Casa em agosto de 2025, quando, segundo ele, participou de uma reunião institucional ao lado do então presidente da Câmara, Caio Barbosa, e assessores, oportunidade em que foram solicitadas informações sobre atendimentos, funcionamento da maternidade e demais serviços prestados pela instituição.

Jorge também rebateu a acusação de que teria pedido prioridade para determinados pacientes.

Segundo ele, em algumas situações recebeu ligações de familiares de gestantes que enfrentavam dificuldades ou longos períodos de espera e apenas buscou intermediar o contato com profissionais da unidade.

“Em nenhum momento pedi privilégios. O que fiz foi pedir atenção para pessoas que estavam sofrendo e precisavam de atendimento. Isso faz parte do papel de qualquer representante público”, declarou.

Durante a entrevista, o vereador citou casos específicos de gestantes que procuraram sua ajuda após relatos de demora nos atendimentos. Em um dos exemplos, ele afirmou ter sido procurado por familiares de uma mulher que aguardava há várias horas para realização de parto. Em outro caso, relatou ter acompanhado uma gestante considerada de risco que já havia perdido um bebê anteriormente.

Apesar das críticas pontuais, Jorge fez questão de destacar que reconhece a importância da Santa Casa para Santo Antônio de Jesus e toda a região.

“A Santa Casa é uma instituição centenária. Reconhecemos o trabalho dos seus profissionais, os avanços da maternidade e a importância dos serviços prestados à população”, afirmou.

O parlamentar também negou estar utilizando o tema para obter visibilidade política.

“Não preciso de holofotes. Fui eleito por 2.280 pessoas para representar Santo Antônio de Jesus e continuar ouvindo quem precisa de ajuda”, disse.

Ao comentar a manifestação realizada em frente à Santa Casa nos últimos dias, motivada por casos envolvendo recém-nascidos e pela reivindicação da implantação de uma UTI Neonatal, Jorge afirmou que não teve qualquer participação na organização do ato.

“Não participei da manifestação, não organizei o movimento e sequer conhecia a família da criança que faleceu. Soube da mobilização como qualquer outro cidadão”, declarou.

Mesmo assim, o vereador disse compreender a dor das famílias e afirmou que a principal reivindicação apresentada pelos participantes do protesto foi a implantação da UTI Neonatal em Santo Antônio de Jesus.

Segundo ele, a discussão deve avançar para a construção de soluções concretas.

“O que queremos é resolver. Vamos sentar à mesa, Prefeitura, Câmara, Santa Casa, Governo do Estado e todos os envolvidos. O que a população quer é uma UTI Neonatal funcionando e mais segurança para as mães e os recém-nascidos”, afirmou.

Jorge de Dema concluiu defendendo diálogo entre todos os setores envolvidos e reforçou que continuará exercendo seu papel fiscalizador, ouvindo reclamações da população e cobrando melhorias para a saúde pública.

“Reconheço o trabalho da Santa Casa, mas também acredito que precisamos apontar aquilo que pode ser melhorado. O nosso dever é ouvir a população e buscar soluções”, concluiu.

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