“Se meu filho tiver culpa, vou aceitar a Justiça”, diz Uldurico Alves em desabafo sobre prisão de Uldurico Júnior

Pai de Uldurico Júnior afirma que confia na Justiça e relata sofrimento do filho preso durante investigação sobre fuga de detentos em Eunápolis

Foto: Reprodução / Redes Sociais

O ex-deputado federal Uldurico Alves Pinto afirmou que aceitará qualquer decisão tomada pela Justiça no caso que envolve seu filho, o também ex-deputado federal Uldurico Júnior. A declaração foi dada durante entrevista ao Podinquest, em meio às investigações conduzidas pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) sobre a fuga de 16 detentos do Conjunto Penal de Eunápolis, ocorrida em dezembro de 2024.

Em tom emocionado, Uldurico Alves relatou a dificuldade enfrentada pela família desde a prisão do filho, mas destacou que confia no trabalho das autoridades responsáveis pela apuração dos fatos.

“Olha, com toda franqueza, eu choro, mas estou em pé. Choro em pé de forma firme e com certo rigor, com certo princípio. Se meu filho, Uldurico Júnior, tiver relação com tudo isso, eu vou aceitar a Justiça”, declarou.

O ex-parlamentar também comentou sobre a situação de Uldurico Júnior, que permanece custodiado no Conjunto Penal Masculino de Salvador desde o dia 16 de abril, quando foi preso durante a Operação Duas Rosas, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia.

Segundo Alves, o filho enfrenta momentos difíceis dentro da unidade prisional.

“Todo mundo perguntando como é que está a situação dele. Está muito difícil. Ele sofre profundamente. É como se fosse uma suprema humilhação”, afirmou.

As investigações apontam que Uldurico Júnior teria ligação com a fuga de 16 presos do Conjunto Penal de Eunápolis. Um dos principais elementos do inquérito envolve a ex-diretora da unidade, Joneuma Neres, apontada como uma das pessoas que teriam atuado para facilitar a evasão dos detentos.

Em delação premiada, Joneuma afirmou que Uldurico Júnior teria solicitado cerca de R$ 2 milhões ao líder da facção Primeiro Comando de Eunápolis, conhecido como Dada, um dos fugitivos, para viabilizar a fuga.

Além disso, o nome de Uldurico Alves também apareceu em mensagens encontradas no celular apreendido da ex-diretora. De acordo com o Ministério Público, conversas mencionam “Uldurico Pai” em tratativas relacionadas à entrega de valores supostamente repassados por Dada.

Dois dias após a prisão do filho, Uldurico Alves solicitou à Justiça a transferência de Uldurico Júnior da carceragem, alegando risco à sua integridade física devido a problemas de saúde.

O caso segue sob investigação do Ministério Público da Bahia e das autoridades competentes, que buscam esclarecer o suposto envolvimento dos investigados na fuga dos detentos e eventual participação de integrantes da administração penitenciária.

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