O Ministério Público de São Paulo denunciou seis pessoas por suposta participação em uma organização criminosa voltada à lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital. Entre os denunciados estão a advogada e influenciadora Deolane Bezerra e Marco Willians Herbas Camacho, apontado pelas autoridades como líder da facção.
De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o grupo teria utilizado uma empresa de transportes para ocultar e reinserir no mercado formal valores provenientes de atividades ilícitas entre 2018 e 2025.
Segundo a denúncia, Deolane teria recebido depósitos fracionados oriundos da transportadora investigada, utilizando contas próprias para ocultar a origem dos recursos. O Ministério Público também afirma que havia um plano para reestruturar empresas e transferi-las para fundos sediados no exterior.
Deolane permanece presa e teve um pedido de habeas corpus negado pela Justiça nesta semana. Já Marcola está preso desde 1999 em unidades de segurança máxima.
A defesa de Deolane informou que ainda não teve acesso integral à denúncia e negou qualquer envolvimento da influenciadora com organização criminosa. Os advogados de Marcola também contestaram as acusações, afirmando que o detento está sob rígido regime de isolamento desde 2019, o que inviabilizaria sua participação no esquema apontado pelo Ministério Público.


