O governo do Reino Unido anunciou que pretende impedir o acesso de menores de 16 anos às principais redes sociais. A decisão foi confirmada nesta segunda-feira (15) pelo primeiro-ministro Keir Starmer, que classificou as plataformas digitais como um dos desafios atuais para a proteção de crianças e adolescentes.
Segundo o líder britânico, as redes sociais podem favorecer situações de assédio, expor jovens a conteúdos inadequados e estimular o uso excessivo da internet por meio de mecanismos que incentivam a permanência prolongada dos usuários nas plataformas.
Starmer afirmou ainda que o impacto dessas ferramentas vai além do ambiente virtual, afetando hábitos de leitura, desempenho escolar, convivência social e até a qualidade do sono dos adolescentes.
Apesar de reconhecer que as redes sociais também oferecem oportunidades de aprendizado e comunicação, o primeiro-ministro defendeu a adoção de restrições mais rígidas para proteger os menores de idade.
Além das mudanças voltadas às redes sociais, o governo britânico pretende ampliar o controle sobre plataformas de jogos online, com o objetivo de dificultar o contato entre crianças e pessoas desconhecidas durante partidas e interações virtuais.
A nova regra ainda não teve uma data oficial definida para entrar em vigor. Com a iniciativa, o Reino Unido passa a integrar o grupo de países que discutem ou já implementaram medidas para limitar o acesso de menores às redes sociais, entre eles Austrália, Canadá, Brasil e Indonésia.


