Prefeito de Salvador, Bruno Reis diz que já conhecia irregularidades de empresas investigadas pelo MP-BA

Prefeito afirmou que contratos já haviam sido rescindidos e que o município pretendia declarar empresas inidôneas antes da operação do Gaeco.

Foto: Divulgação

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou que a administração municipal já tinha conhecimento de irregularidades envolvendo empresas que se tornaram alvo da operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público da Bahia (MP-BA).

A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa realizada na noite desta terça-feira (14), em um evento que contou com a presença do ex-prefeito ACM Neto (União Brasil).

Segundo Bruno Reis, a Prefeitura já vinha adotando medidas administrativas contra as empresas investigadas, incluindo rescisão de contratos, aplicação de multas e a preparação de um processo para declará-las inidôneas, impedindo novas contratações com o município.

“Primeiro agradecemos ao Ministério Público pela apuração. Há muito a Prefeitura já havia, em diversas batalhas, seja administrativas, penalizando essas empresas, rescindido contratos, aplicando multas. Estávamos na iminência de decretar a inidoneidade para que elas ficassem impossibilitadas de contratar com o município”, afirmou o prefeito.

Prefeitura quer ampliar efeitos da decisão judicial

Durante a coletiva, o gestor informou ainda que a Prefeitura pretende solicitar à Justiça a ampliação dos efeitos da decisão relacionada à operação.

Segundo ele, o objetivo é que todos os contratos mantidos com as empresas investigadas sejam encerrados e que eventuais pagamentos futuros sejam suspensos.

“Estamos pedindo à Justiça que amplie os efeitos da sentença determinando o encerramento de todos os contratos. Portanto, o Ministério Público prestou um serviço à cidade”, declarou.

Bruno Reis também comentou, sem citar nomes diretamente, sobre o suposto envolvimento do ex-secretário Luciano Santes, exonerado após a deflagração da operação.

O prefeito afirmou que qualquer servidor eventualmente responsabilizado terá direito ao contraditório e à ampla defesa, mas ressaltou que, caso sejam comprovadas irregularidades, a legislação deverá ser aplicada.

Operação investiga fraude em licitações

De acordo com o Gaeco, a investigação aponta a atuação de um grupo criminoso suspeito de fraudar licitações e desviar recursos públicos em contratos da Prefeitura de Salvador. Conforme o Ministério Público, o esquema teria atuado por pelo menos oito anos na administração municipal.

As investigações continuam e o caso segue sob responsabilidade do Ministério Público da Bahia e dos demais órgãos envolvidos.

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