A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aplicou uma multa de R$ 600 mil à Internacional Travessias Salvador, concessionária responsável pela operação do sistema ferry-boat entre Salvador e a Ilha de Itaparica. A decisão foi publicada na última segunda-feira (13) e é resultado de um processo administrativo que investigou irregularidades sanitárias na prestação do serviço.
A penalidade representa a segunda sanção aplicada à empresa em um intervalo de dois anos. Em 2024, a concessionária já havia recebido outra multa, no valor de R$ 300 mil, após fiscalização identificar problemas de higiene em embarcações utilizadas na travessia.
Fiscalização apontou falhas de higiene nos ferries
As irregularidades foram constatadas durante uma operação conjunta realizada pela Anvisa, pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) e por órgãos de defesa do consumidor. Na ocasião, fiscais encontraram condições consideradas inadequadas para o transporte de passageiros.
Entre os problemas identificados estavam acúmulo de lixo, falhas no controle de pragas e condições higiênico-sanitárias insatisfatórias nos ferries Ivete Sangalo e Dorival Caymmi. As constatações deram origem ao processo administrativo que culminou na nova penalidade aplicada pela agência reguladora.
Segundo a Anvisa, a decisão foi formalizada pela Coordenação de Julgamento de Infrações Sanitárias, responsável pela análise dos processos relacionados ao descumprimento da legislação sanitária.
MP-BA também investiga denúncias contra a concessionária
Além da multa aplicada pela Anvisa, a Internacional Travessias também é alvo de investigação conduzida pelo Ministério Público da Bahia. O procedimento apura supostas irregularidades na prestação do serviço de transporte marítimo entre Salvador e a Ilha de Itaparica.
As denúncias foram apresentadas pelo Coletivo Ativista Alê Okan desde 2025 e relatam problemas recorrentes enfrentados pelos usuários. Entre as reclamações estão a falta de água corrente nos sanitários, deficiência na limpeza das embarcações, acúmulo de resíduos, equipamentos danificados, ventilação insuficiente e odores intensos durante as viagens.
Com a publicação do despacho da Anvisa, a penalidade passou a ter caráter público, e a concessionária deverá responder pela multa de R$ 600 mil. Até a publicação desta matéria, a empresa não havia se pronunciado sobre a decisão.





