A eleição presidencial de 2026 terá uma característica inédita neste século: nenhuma mulher estará nas principais chapas consideradas competitivas para a disputa pelo Palácio do Planalto.
Desde 2002, todas as eleições presidenciais tiveram pelo menos uma mulher como candidata a presidente ou vice em partidos com representação no Congresso Nacional. A sequência, iniciada no começo do século, será interrompida neste ano.
A expectativa de que uma mulher pudesse integrar uma das principais chapas acabou não se confirmando após o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, escolher o deputado federal Alfredo Gaspar para ocupar a vice. Com a definição, a composição das principais candidaturas passou a ser exclusivamente masculina.
O cenário é diferente do observado em eleições anteriores. Em 2022, Simone Tebet e Mara Gabrilli integraram uma chapa considerada competitiva, enquanto Ana Paula Matos foi candidata a vice-presidente na chapa de Ciro Gomes.
Em 2018, Manuela d’Ávila, Kátia Abreu e Ana Amélia Lemos também participaram da disputa em chapas de partidos com representação no Congresso.
A presença feminina foi ainda mais expressiva em 2014, quando Dilma Rousseff, Marina Silva e Luciana Genro disputaram a Presidência por legendas com representação parlamentar.
Em 2010, Dilma Rousseff foi eleita presidente e se tornou, até o momento, a única mulher a ocupar a Presidência da República.
A ausência feminina nas principais chapas de 2026 ocorre em meio a discussões sobre a participação das mulheres na política e sobre a representatividade feminina nas disputas eleitorais.
Com as principais composições definidas, a eleição deste ano rompe uma sequência de mais de duas décadas e estabelece uma situação inédita desde 2002: nenhuma mulher como candidata a presidente ou vice nas chapas presidenciais de maior competitividade e estrutura partidária.





