Greve dos Correios provoca atrasos e deixa consumidores sem previsão de entrega

Paralisação afeta encomendas, rastreamentos e pedidos de reembolso em diferentes regiões do país.

Foto: Agência Brasil

A greve dos Correios, iniciada na quinta-feira (10), tem provocado atrasos na entrega de encomendas e deixado consumidores e pequenos vendedores sem previsão para receber ou enviar produtos. Relatos apontam objetos parados além do prazo, rastreamento sem atualização e dificuldades relacionadas a pedidos de reembolso do frete.

Uma das afetadas é Mariana Greco Mantovani, de 20 anos, responsável por uma loja de itens colecionáveis. Segundo ela, duas caixas estão paradas desde o início do mês, envolvendo cerca de oito encomendas de clientes. Quando os produtos já estão no Brasil, ela consegue indicar outras transportadoras, mas afirma não ter alternativa para mercadorias importadas.

Os atrasos também têm gerado reclamações de consumidores. Há relatos de encomendas que chegaram às cidades de destino, mas permaneceram paradas, além de objetos sem atualização no sistema de rastreamento. Em um dos casos, um cliente afirma ter pago R$ 25 por um frete mais rápido e solicita o reembolso após o prazo de entrega ser ultrapassado.

Outro consumidor, de São Carlos (SP), relatou atraso em uma encomenda Sedex que contém um documento necessário para uma viagem marcada para esta sexta-feira (18). Ele pediu a localização do objeto e a possibilidade de retirada presencial.

Em nota, os Correios afirmaram que estão remanejando cargas conforme a necessidade, mobilizando servidores administrativos e realizando mutirões de entrega para reduzir os impactos da paralisação. A estatal informou ainda que as agências permanecem abertas e funcionando normalmente.

Os Correios não responderam sobre a possibilidade de reembolso de fretes em casos de descumprimento do prazo. A empresa orienta os clientes a utilizarem os canais oficiais de atendimento para demandas específicas.

A paralisação ocorre em meio ao processo de reestruturação financeira da estatal. A empresa solicitou ao Tesouro Nacional garantia para contratar um novo empréstimo de R$ 7 bilhões com bancos privados, após já ter contratado R$ 12 bilhões em crédito em dezembro de 2025.

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