O maratonista Justino Pedro fez um desabafo nas redes sociais após ser desclassificado da 3ª edição da Corrida pela Saúde, realizada na manhã deste domingo (20), em Feira de Santana.
O atleta contou que disputou a prova de 10 km ao lado do amigo Givaldo e que, nos metros finais, os dois decidiram cruzar a linha de chegada de mãos dadas. Segundo Justino, a decisão ocorreu também para preservar energia antes da Maratona de Salvador, que será realizada no próximo final de semana (26 e 27 de setembro), competição na qual ele afirma ser bicampeão.
De acordo com o atleta, a organização do evento e a Federação responsável pela competição decidiram pela desclassificação dos dois corredores por considerarem que a conduta era proibida.
“Corremos aí a prova toda e nos últimos metros decidimos chegar de mãos dadas”, relatou Justino. O maratonista também questionou a decisão e demonstrou frustração ao afirmar ter arcado com despesas de viagem, hospedagem e alimentação para participar da corrida.
O que diz a regra?
A Regra Técnica 6.3.6 da World Athletics, adotada pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), estabelece que um atleta não pode receber apoio físico de outro competidor que o ajude a progredir para a frente durante a prova, com exceção de auxílio para recuperar a posição de pé.
A regra, porém, não determina de forma automática que dois atletas sejam desclassificados apenas por cruzarem a linha de chegada de mãos dadas. A aplicação depende de a conduta configurar apoio físico que efetivamente auxilie a progressão do atleta durante a prova.
A Corrida pela Saúde reuniu participantes nas primeiras horas deste domingo, com concentração às 5h e largada às 6h. O evento contou ainda com premiação que totalizou R$ 22 mil, além de atrações e atividades na arena montada no Centro de Convenções de Feira de Santana.
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