O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), e a esposa, Rebeca Cardoso, receberam ameaças de morte e foram alvo de ataques nas redes sociais após declararem apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência da República. As mensagens começaram a circular no domingo (25), data do segundo turno das eleições.
De acordo com registros reunidos pelas vítimas e pela equipe da gestão municipal, as ameaças foram publicadas no X, antigo Twitter, e enviadas por mensagens diretas no Instagram. Além de ofensas, os autores fizeram acusações de supostas irregularidades eleitorais relacionadas ao transporte público da capital baiana.
Uma das publicações mencionou diretamente Bruno Reis e o ex-prefeito ACM Neto, afirmando que os dois deveriam ser mortos. Em outra mensagem, um usuário também ameaçou o prefeito e pessoas que votaram nele.
Diante da gravidade das manifestações, o material foi reunido para embasar denúncias às autoridades. Segundo a equipe da gestão municipal, a segurança do prefeito e a assessoria jurídica acompanham o caso para identificar os responsáveis pelos perfis.
Ameaças ocorreram após reclamações sobre transporte público
No domingo (25), eleitores de Salvador relataram dificuldades para utilizar o transporte público durante o segundo turno. A redução na circulação de ônibus provocou reclamações e levou o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) a determinar a ampliação da frota.
A decisão, assinada pelo presidente do tribunal, desembargador eleitoral Mauricio Kertzman Szporer, estabeleceu multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento para cada empresa responsável pelo transporte público.
A medida ocorreu após denúncia da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, que apontou redução superior a 50% na frota de ônibus em circulação na capital durante a votação.
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