Super El Niño pode provocar mais de 26 mil mortes adicionais no Brasil, aponta estudo

Projeção de pesquisadores da Universidade de Chicago estima 857 mil óbitos relacionados ao calor extremo em todo o mundo até março de 2027.

Foto: Sentinel-6 Michael Freilich/NASA/NOAA

O possível avanço do fenômeno climático Super El Niño pode elevar o número de mortes relacionadas ao calor extremo em diferentes regiões do planeta. Uma projeção do Climate Impact Lab, ligado à Universidade de Chicago, estima 857,4 mil óbitos adicionais no mundo até março de 2027. No Brasil, a previsão é de 26,7 mil mortes, sendo 19,5 mil nos próximos seis meses.

De acordo com o levantamento, o calor extremo já teria provocado 484,5 mil mortes adicionais entre junho e setembro de 2026. Outros 372,9 mil óbitos são estimados até março do próximo ano.

Entre os países com maiores projeções estão Índia, com 160 mil mortes, China, com 85,4 mil, Nigéria, com 69,7 mil, e Sudão, com 53,2 mil. O Brasil aparece na sexta posição, com estimativa de 26,7 mil óbitos adicionais.

As projeções foram elaboradas pelo monitor El Niño Heat Mortality Tracker, desenvolvido por pesquisadores da instituição norte-americana. Os números representam estimativas e não registros confirmados de mortes.

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