O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (4), manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano. A decisão foi unânime e interrompe uma sequência de cinco reduções consecutivas iniciada em março de 2026.
A manutenção ocorre na primeira reunião do colegiado após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em um cenário de instabilidade no mercado financeiro, valorização do dólar e aumento das expectativas de inflação.
Em comunicado, o Banco Central apontou que as incertezas econômicas, a persistência da inflação e a desaceleração da atividade econômica exigem cautela na condução da política monetária. O cenário internacional também preocupa, especialmente pelos possíveis impactos dos conflitos no Oriente Médio sobre os preços do petróleo.
As projeções de inflação do Copom para 2026 passaram de 5,2% para 5,6%. Para 2027, a estimativa subiu de 3,9% para 4,7%. Os dois índices estão acima do teto da meta de inflação, fixado em 4,5%.
O que muda para o consumidor?
Com a Selic mantida em patamar elevado, empréstimos, financiamentos e outras modalidades de crédito tendem a continuar mais caros. A medida também pode reduzir o consumo e os investimentos, enquanto busca controlar a inflação e preservar o poder de compra da população.
O Banco Central não indicou quando poderá retomar a redução dos juros. A próxima reunião do Copom, a última prevista para 2026, está marcada para os dias 8 e 9 de dezembro.
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