Figura tradicional do Carnaval de Salvador, Bell Marques mantém há décadas um hábito que sempre desperta curiosidade entre fãs e foliões: o uso constante da bandana. Presente em shows, eventos públicos e até em momentos pessoais, o acessório se tornou uma das marcas visuais mais reconhecidas do artista ao longo da carreira.
O cantor já explicou em diversas ocasiões que o lenço na cabeça não é apenas um item de estilo. O costume acompanha Bell há cerca de 35 anos e atravessou gerações, consolidando-se como parte de sua identidade artística. Mesmo em situações formais, como casamentos ou competições esportivas, o músico raramente aparece sem a bandana.
Ex-líder da banda Chiclete com Banana, grupo que comandou por mais de três décadas, Bell segue arrastando multidões nos trios elétricos desde o fim dos anos 1970, preservando características visuais que se tornaram tradição no Carnaval baiano. A barba, por exemplo, também é outro traço marcante — exceção feita apenas em 2011, quando decidiu raspá-la em uma ação publicitária que chamou atenção do público.
O motivo por trás da bandana
Segundo o próprio artista, o uso da bandana possui um significado pessoal ligado à proteção espiritual. Bell já relatou que recebeu um conselho marcante no início da carreira, que influenciou diretamente sua decisão de nunca abandonar o acessório. Desde então, o item passou a representar não apenas estilo, mas também crença e conexão pessoal.
Com o passar dos anos, a bandana deixou de ser apenas um detalhe e virou símbolo de continuidade e identidade no Carnaval de Salvador, reforçando a imagem de um dos nomes mais duradouros da música baiana.


