O senador Jaques Wagner (PT) defendeu o sistema de regulação da saúde pública da Bahia durante entrevista à Rádio Clube FM de Santo Antônio de Jesus, nesta segunda-feira (24). Ao comentar as críticas sobre o tempo de espera por atendimento, o petista afirmou que a regulação é necessária para organizar o acesso a procedimentos e cirurgias.
“A regulação é, na verdade, a fila da vida, porque é por ela que você consegue uma cirurgia. Conseguimos salvar muitas vidas dessa forma”, declarou.
Segundo Wagner, 70% dos pedidos que chegam diariamente à Central Estadual de Regulação são atendidos em até 24 horas, enquanto nove em cada dez pacientes seriam regulados em até 72 horas.
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O senador também atribuiu parte das dificuldades apontadas em Salvador à estrutura da rede municipal. Ele citou o número de hospitais municipais na capital baiana e comparou a situação com Fortaleza e Recife, que possuem redes municipais maiores.
“Um acidente de carro, uma queda de moto, qualquer coisa desse tipo, tem que levar para uma emergência estadual”, afirmou Wagner. Na avaliação dele, a falta de oferta municipal faz com que unidades estaduais recebam pacientes que poderiam ser atendidos em hospitais de média complexidade.
O petista acrescentou: “Se o grupo que dirige Salvador cumprisse seu papel, isso pouparia o hospital de alta complexidade de receber casos que não têm essa complexidade toda.”
Wagner destaca interiorização da saúde
Ao falar sobre a atuação do governo estadual, Wagner destacou investimentos realizados desde 2007 na ampliação da oferta de serviços de saúde fora de Salvador.
Segundo o senador, antes desse período, procedimentos como cirurgias cardíacas e neurológicas, tratamento contra o câncer e até hemodiálise eram de difícil acesso para moradores do interior.
Wagner citou a implantação de 27 policlínicas e 15 novos hospitais como parte da estratégia de interiorização da saúde e ampliação da oferta de serviços especializados.
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