A recente decisão do governo federal de isentar impostos sobre combustíveis trouxe expectativa para diversos setores da economia, especialmente o aéreo. O pacote de medidas foi anunciado na segunda-feira (6) como uma tentativa de reduzir os impactos da guerra no Oriente Médio sobre os custos operacionais no Brasil.
Entre os principais pontos está a isenção das alíquotas de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação (QAV), combustível essencial para o setor aéreo. A medida deve gerar uma redução estimada de cerca de R$ 0,07 por litro.
A iniciativa surge após sucessivos aumentos no preço do combustível. No início deste mês, a Petrobras anunciou um reajuste de mais de 54% no QAV, pressionando ainda mais as companhias aéreas.
Além da desoneração, o governo também autorizou o adiamento do pagamento das tarifas de navegação aérea ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo, referentes aos meses de abril a junho de 2026. Outra medida inclui a criação de uma linha de crédito de R$ 1 bilhão para capital de giro, voltada à compra de combustível.
A Agência Nacional de Aviação Civil avaliou positivamente o pacote, destacando que as ações devem aliviar a pressão financeira e dar mais fôlego às empresas aéreas, sobretudo em um cenário em que o combustível é cotado em dólar.
Impacto ainda incerto
Apesar das medidas, especialistas apontam que os efeitos para o consumidor final podem ser limitados. Isso porque o querosene de aviação é dolarizado, o que reduz o impacto direto de medidas internas.
Segundo analistas do setor, a redução de R$ 0,07 por litro pode representar um alívio operacional, mas ainda é pequena diante das perdas acumuladas desde o início do conflito internacional e de outros custos, como impostos sobre operações financeiras.
Efeitos na Bahia
Na Bahia, a expectativa é de que os impactos não sejam imediatos. Representantes do setor avaliam a iniciativa como positiva, mas destacam que ela não elimina os efeitos das altas recentes.
O setor aéreo tem recebido incentivos fiscais para ampliar rotas e estimular a mobilidade, considerada essencial para o turismo e para a economia regional. Ainda assim, não há confirmação sobre redução no preço das passagens no curto prazo.
Cenário segue indefinido
O comportamento dos preços dependerá diretamente do cenário internacional, especialmente da evolução da guerra e da cotação do petróleo no mercado global.
Enquanto isso, entidades do setor seguem acompanhando os desdobramentos. A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) informou que ainda não possui um posicionamento consolidado sobre os impactos das medidas.





