A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (31) o registro do Fruzaqla (fruquintinibe), novo medicamento destinado ao tratamento de adultos com câncer colorretal metastático.
A aprovação amplia as opções terapêuticas disponíveis para pacientes com a doença em estágio avançado. O medicamento é indicado, entre outras situações, para pessoas que já passaram por tratamentos de quimioterapia à base de fluoropirimidina, oxaliplatina e irinotecano.
O registro foi publicado no Diário Oficial da União e permite a comercialização do medicamento no país, conforme as condições estabelecidas pela autoridade sanitária.
Como funciona o fruquintinibe
O princípio ativo do Fruzaqla é o fruquintinibe, uma substância que atua bloqueando de forma específica determinados receptores envolvidos na ação do fator de crescimento endotelial vascular (VEGF).
O VEGF participa de um processo chamado angiogênese, responsável pela formação de novos vasos sanguíneos. Os tumores podem utilizar esses vasos para receber oxigênio e nutrientes necessários para seu desenvolvimento.
Ao bloquear os receptores relacionados à ação do VEGF, o fruquintinibe dificulta a formação de novos vasos sanguíneos que abastecem o tumor. Dessa forma, o medicamento busca limitar o crescimento e a progressão da doença.
Nova opção para câncer colorretal avançado
O câncer colorretal pode atingir o intestino grosso e o reto e, em casos metastáticos, as células tumorais se espalham para outras partes do organismo.
Nessa fase, o tratamento pode envolver diferentes estratégias, definidas conforme as características da doença e as condições clínicas de cada paciente. O Fruzaqla passa a integrar as alternativas disponíveis para adultos que já foram submetidos a determinados esquemas de quimioterapia.
A aprovação do registro pela Anvisa representa uma nova alternativa terapêutica para pacientes que enfrentam formas avançadas do câncer colorretal e que já receberam tratamentos anteriores.
A indicação e o uso do medicamento devem ser definidos por profissionais de saúde, considerando o histórico clínico e as características de cada paciente.





