Após a ACESAJ o chamar de incoerente, Rogério Andrade declara: “não dá para agradar a todos”

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Prefeito Rogério Andrade na última coletiva com a imprensa de Santo Antônio de Jesus/ Foto: Voz da Bahia

Em coletiva com a imprensa de Santo Antônio de Jesus, no Centro Cultural na tarde de sexta-feira (17), o prefeito Rogério Andrade (PSD) que respondeu a ACESAJ (Associação Comercial e Empresarial) do município ao ser chamado de incoerente pela Entidade, após a não abertura do comércio na última quarta-feira (15) (reveja aqui), por não haver registros oficiais da Secretaria de Saúde do Município de caso de Covid-19.

SOBRE “INCOERÊNCIA”:

O gestor revelou que viu com muita simplicidade essa posição da ACESAJ, “respeito às opiniões, tenho dialogado muito, foi assim com o segmento industrial, sentamos 3 vezes com o Conselho das Entidades Empresariais, e absorvi com total naturalidade, acho que estamos em momento em que às opiniões são muito divididas, infelizmente não dá para agradar a todos, eu recebo diversas opiniões a todo momento, por que estamos procurando preservar a saúde das pessoas, para mim é muito importante, a vida não tem preço, Deus nos livre, mais acho que qualquer um de nós que tivermos um filho, um pai, ou uma mãe em uma situação dessa abriria mão de tudo que construiu até aqui, o pouco que eu tenho de material eu abriria mão para salvar a vida de meu filho, de meu pai. Tenho uma preocupação muito grande com a preservação da vida humana, preservação da saúde do povo de Santo Antônio de Jesus, e eu tenho a responsabilidade no cuidar desse povo, uma gratidão muito grande e para mim a vida do rico é igual a vida do pobre, não muda nada, a vida do patrão tem a mesma importância que a vida do trabalhador. Tenho também uma preocupação com a crise do ponto de vista econômico e estou flexibilizando as atividades para ir oxigenando às atividades econômicas. Lamentavelmente não consigo agradar a todos ao mesmo tempo, tenho consciência disso e absorvo às críticas da ACESAJ com total naturalidade, mais ao mesmo tempo muito apegado com o que a minha consciência manda eu fazer, meu compromisso é com a minha consciência, são com os critérios técnicos, com o que preconiza a OMS (Organização Mundial de Saúde), Ministério da Saúde, Secretaria de Saúde do Estado da Bahia e do município que é composta por técnicos competentes e pelo Conselho Comunitário que é representado por pessoas de bem desta cidade. Não podemos atropelar este Conselho para agradar um ou outro pensamento. Devemos ter a tranquilidade para atravessar esta tempestade, porque o que eu quero é o que as Entidades Empresarias querem, é que possamos sair o mais breve possível dessa crise”, explicou.

“DECISÃO VEIO DO SINDICATO DOS COMERCIÁRIOS”:

A reportagem do Voz da Bahia questionou ao prefeito Rogério se o ofício enviado pelo Sindicato dos Comerciários foi definitivo na sua tomada de decisão na mudança de ideia para não abertura do comércio na última quarta (15) e se isso até então, havia sido informado a ACESAJ, ele respondeu: “não houve por parte do município nenhum Decreto que em seguida tenha revogado, ao contrário de outros municípios que o prefeito publicou Decreto em um dia e revogou no outro, aqui em Santo Antônio de Jesus não aconteceu isso. O que existiu? É que na última reunião do Conselho Comunitário, a maioria opinou pela manutenção das atividades econômicas da nossa cidade, na primeira reunião: 90% contra a abertura do comércio e 10% achavam que deveria abrir. Na segunda reunião já foi um pouco mais equilibrado, 65% acharam que deveria manter fechado e 35% aproximadamente aberto, cresceu no Conselho o número de opiniões que entendia que o comércio já deveria abrir. Dentre essas opiniões, naquele momento dentro do Conselho Comunitário, o Sindicato dos Comerciários que é o sindicato muito importante na discussão desse tema, se abre ou fecha, porque são os comerciários que estão na linha de frente no trabalho do dia-a-dia, e é claro que eu tenho que ouvir, que eu tenho que respeitar, valorizar, o Sindicato se posicionou que o Comércio deveria abrir mesmo que seja parcialmente. Diante desta posição inicial, o Sindicato dos Comerciários e diante do crescimento dentro do Conselho de opiniões favoráveis a abertura do comércio, nós dissemos e publicamos na imprensa que haveria a possibilidade de nós abrirmos o comércio na quarta-feira (15/04). Na terça-feira (14/04) a tarde, nós fomos surpreendidos por uma decisão do Sindicato dos Comerciários onde eles decidiram rever o seu posicionamento que é legítimo, que é normal. Só tive a terça para tomar essa decisão não havia como dialogar com outras pessoas e com outros segmentos e eu perdi na verdade a lógica do que nós pretendíamos fazer: fiquei sem amparo da maioria dos Conselheiros e fiquei sem o discurso de uma das categorias mais importantes, digamos assim, por que está na linha de frente, no dia-a-dia da abertura do comércio, essa categoria mudou de posicionamento nós resolvemos prorrogar por mais 6 dias o fechamento, no entanto resolvemos flexibilizar alguns segmentos. Nada de incoerência, haveria se tivesse publicado Decreto, ou ter mudado, ou ter apalavrado com alguém, ou anunciado que com certeza iria fazer”, finalizou.  

Reportagem: Voz da Bahia