Após Dr. Gil dizer que há funcionários que recebem sem aparecer na Câmara de SAJ, presidente explica: “eles estão trabalhando nas ruas”

Presidente da Câmara de Vereadores, Chico de Dega (DEM) / Foto: Voz da Bahia

Durante a sessão da Câmara de Vereadores em Santo Antônio de Jesus realizada nesta última segunda-feira (17), o vereador Dr. Gilvandro Couto, popular Dr. Gil (PSDB) reclamou sobre funcionários da Casa Legislativa que recebem salários consideravelmente altos e sem ao menos colocar os pés na Câmara (reveja aqui). Em entrevista a Andaiá FM, o presidente Francisco Damasceno, o conhecido Chico de Dega (DEM), respondeu ao seu colegiado afirmando que os funcionários citados estão trabalhando nas ruas da cidade.

“Dr. Gil fez a cobrança de alguns funcionários da Casa e ele está certo. Estamos no meio de uma pandemia e temos uma resolução aqui na Câmara onde diz que não pode haver um número considerável de pessoas aqui. Para a Câmara não ficar fechada, às pessoas mais novas com idade média está vindo trabalhar e os idosos estão fazendo outro trabalho, estão nas ruas ligando, cobrando”, expôs o presidente.

Chico afirmou ainda que não pode transformar a Câmara de Vereadores em foco para contaminação da Covid-19 em Santo Antônio de Jesus, “vendo tantas pessoas queridas que estamos orando para saírem desse momento crítico, não posso agora da trazer às pessoas para retornar a Câmara um foco de contaminação. O Fórum também está fechado, em Brasília os gabinetes também estão fechados. Por minha vontade, todos estariam trabalhando aqui com lisura e respeito”, disse.

Ainda segundo Dega, o mesmo está usando a mesma estrutura da última administração da Câmara, “estamos usando a mesma estrutura do legislativo da gestão passada, não dei sequer um aumento de reajuste, nem criei sequer um cargo. Estamos fazendo isto com transparência, tanto que vemos a oposição nos parabenizando”, esclareceu.

Dr. Gil afirmou durante seu expediente sobre os carros da Câmara de Vereadores, que segundo ele, estão sucateados. Sobre a questão, Chico de Dega declarou que não dá para ficar consertando os veículos devido ao custo e que a solução seria locar os carros. Já os automóveis que não servem mais para o serviço, devem ser encaminhados a prefeitura municipal para a realização de um leilão, “eu nunca vi na história os carros se acabarem, se você for ver um conserto de carro se gasta R$ 10 à R$ 15 mil reais, é inviável que você vá gastar esse dinheiro de novo. No Governo do Estado, os carros são todos locados, juntamente a AL-BA (Assembleia Legislativa do Estado da Bahia), Governo Federal, Polícia, todo mundo é locado. Antes de decidir, escuto os vereadores. Esses carros que não tem condição de doar para alguma pasta da prefeitura, devem ser devolvidos para o município, onde eles podem leiloar e devolver os recursos para os cofres públicos. Ainda há 2 ou 3 que dá para circular na cidade”, concluiu.

Redação: Voz da Bahia