Um ataque a tiros dentro de um ônibus em Jerusalém, nesta segunda-feira (8), resultou em seis mortes e mais de 10 feridos, entre eles seis em estado grave, segundo informações do governo e dos serviços de emergência israelenses.
De acordo com relatos da agência Associated Press (AP), dois atiradores entraram no ônibus e dispararam contra passageiros e transeuntes. A polícia israelense informou que os suspeitos foram neutralizados. Vídeos do ataque mostram dezenas de pessoas correndo em pânico enquanto tiros eram disparados em um ponto de ônibus durante o horário de pico.
O ataque ocorreu em um cruzamento na entrada norte de Jerusalém, em uma estrada que leva a assentamentos judaicos em Jerusalém Oriental, na Cisjordânia, região marcada por tensões devido a planos do governo israelense de expandir esses assentamentos.
O governo israelense classificou o episódio como um ataque terrorista. O premiê Benjamin Netanyahu visitou o local após o controle da situação e prometeu medidas mais duras contra os responsáveis, reforçando operações em aldeias de onde os atiradores teriam vindo.
Até o momento, a autoria do ataque não foi reivindicada. O grupo Hamas elogiou a ação de dois “combatentes da resistência palestina”, mas não assumiu oficialmente a responsabilidade. O serviço de ambulâncias identificou cinco das vítimas: um homem de 50 anos, uma mulher na casa dos 50 e três homens na faixa dos 30.
O Exército israelense e a polícia continuam em operação na região em busca de possíveis envolvidos. Este é o ataque em massa mais letal em Israel desde outubro de 2024, quando sete pessoas morreram em Tel Aviv em ação atribuída ao Hamas.
Dados da ONU indicam que, desde o início da guerra em outubro de 2023 até julho de 2025, 49 israelenses foram mortos por palestinos, enquanto pelo menos 968 palestinos morreram em confrontos com forças israelenses em Israel e na Cisjordânia.





