Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Depois de se reunir com ministros e representantes da Aeronáutica, o presidente Jair Bolsonaro definiu que não vai vetar a fusão da Embraer com a Boeing. O Palácio do Planalto confirmou a informação na noite desta quarta-feira, por meio de nota oficial. No início do mês, Bolsonaro colocou em dúvida um ponto do acordo entre Boeing e Embraer, o que derrubou as ações da fabricante nacional de aviões e acendeu o sinal amarelo nas duas companhias. Questionado, o presidente, segundo a Folha, disse estar preocupado com a possibilidade de a nova empresa a ser formada pelas duas fabricantes deixar de ter participação brasileira no futuro. “Logicamente, nós precisamos, seria muito boa essa fusão, mas não podemos… Como está na última proposta, daqui a cinco anos tudo pode ser repassado para o outro lado. A preocupação nossa é essa. É um patrimônio nosso, sabemos da necessidade dessa fusão até para que ela consiga competitividade e não venha a se perder com o tempo”, disse na época.
Nota na íntegra:
Em reunião realizada hoje com o Exmo. Sr. Presidente Jair Bolsonaro, com os Ministros da Defesa, do GSI, das Relações Exteriores, da Ciência e Tecnologia, Inovações e Comunicações; e representantes do Ministério da Economia e dos Comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica foram apresentados os termos das tratativas entre EMBRAER (privatizada desde 1994) e BOEING. O Presidente foi informado de que foram avaliados minuciosamente os diversos cenários, e que a proposta final preserva a soberania e os interesses nacionais. Diante disso, não será exercido o poder de veto (Golden Share) ao negócio.
Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República


