Câmara de São Paulo aprova CPI do Metanol para investigar venda de bebidas adulteradas

Vereadora Zoe Martínez propõe investigação de bares, restaurantes e adegas após casos de intoxicação e mortes

Foto: Reprodução

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta quarta-feira (8) a criação da CPI do Metanol, que terá como objetivo apurar a comercialização e distribuição de bebidas alcoólicas adulteradas com a substância química.

A proposta foi apresentada pela vereadora Zoe Martínez (PL) e prevê prazo de 120 dias para a conclusão dos trabalhos. A comissão será composta por sete membros e deve investigar não apenas os riscos à saúde pública, mas também o impacto da prática na reputação de bares, restaurantes e estabelecimentos similares.

No requerimento, Martínez destacou suspeitas de mortes e notificações relacionadas ao consumo de bebidas contaminadas, solicitando a investigação de estabelecimentos como bares, casas noturnas e adegas. A CPI também pretende ouvir vítimas e analisar notas fiscais para verificar a procedência dos produtos.

Segundo boletim do Ministério da Saúde publicado nesta quarta-feira, dos 259 casos de intoxicação por metanol notificados, 24 foram confirmados, resultando em cinco mortes.

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